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29/07/26

Estudo da CNT:Biometano pode acelerar descarbonização do transporte pesado


O biometano, produzido a partir de resíduos agrícolas, industriais e urbanos, reduz as emissões de gases do efeito estufa no transporte rodoviário pesado em comparação ao diesel, contribuindo para a descarbonização do setor. Essa é uma das principais conclusões do estudo “Biometano: Uma alternativa limpa para o modal rodoviário”, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e apresentado durante a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado, realizada no dia 16 de julho, em São Paulo.


A apresentação foi conduzida pela gerente executiva Ambiental da CNT, Érica Marcos, que participou do painel “Biometano em movimento: Desafios e oportunidades de expansão”. Ela destacou que, embora o potencial ambiental do biometano seja expressivo, sua expansão depende do aumento da oferta, da ampliação da infraestrutura de abastecimento e, principalmente, da competitividade econômica em relação aos combustíveis convencionais.


“O biometano reúne características importantes para acelerar a descarbonização do transporte, mas a transição energética precisa ser sustentável também do ponto de vista econômico. Toda fonte energética precisa oferecer acessibilidade econômica, infraestrutura e segurança para que sua adoção aconteça de forma consistente. A sustentabilidade ambiental e a viabilidade econômica precisam caminhar juntas”, afirmou Érica Marcos.


O que é o biometano e qual seu potencial


Segundo o estudo da CNT, o biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos provenientes da agropecuária, do saneamento, da indústria e dos resíduos sólidos urbanos. Após esse processo, o combustível adquire características semelhantes às do GNV (gás natural veicular), de origem fóssil, podendo abastecer caminhões e ônibus preparados para essa tecnologia.


Além de reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa, o biometano contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a economia circular ao transformar resíduos em energia renovável.


Viabilidade técnica e desafios


O levantamento também demonstra que o transporte rodoviário brasileiro já dispõe de caminhões e ônibus aptos a utilizar o biometano, evidenciando a viabilidade técnica da tecnologia. Entretanto, a ampliação do uso desse combustível renovável ainda depende da expansão da infraestrutura de distribuição, do aumento da oferta nacional, da redução do custo dos veículos compatíveis e da adoção de políticas ⁹públicas capazes de estimular sua utilização e torná-lo mais competitivo.


Potencial brasileiro


A publicação da CNT destaca ainda o potencial brasileiro para ampliar esse mercado. São Paulo lidera a produção nacional de biometano veicular, concentrando cerca de 53% da oferta do país entre as unidades habilitadas. Considerando as plantas autorizadas e aquelas em processo de análise, a produção nacional alcança 3,7 milhões de metros cúbicos por dia, dos quais 63% têm origem em resíduos sólidos urbanos.


Promovida pelo Club de Negócios do CIBiogás, a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado reuniu representantes da indústria, transportadores, distribuidores, fabricantes de tecnologia, agentes públicos e especialistas para debater os desafios e as oportunidades para a expansão do biometano no transporte pesado.


O Setracajo acompanha as discussões sobre energias renováveis e incentiva as empresas associadas a se manterem atentas às oportunidades e desafios da transição energética, que já é uma realidade no transporte de cargas.


Fonte: Confederação Nacional do Transporte (CNT)

Autor: Setracajo




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