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Notícia18/08/26
PNL 2050 entra em vigor e projeta R$ 1,225 trilhão em investimentos na logística brasileira

O Ministério dos Transportes publicou, no dia 12 de agosto, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, documento que orientará a governança do setor de infraestrutura, os investimentos públicos e privados e a formulação de políticas de médio e longo prazo para os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário, hidroviário e aeroportuário até 2050.
A expectativa é de que sejam aportados R$ 1,225 trilhão em projetos de infraestrutura logística no período, sendo R$ 734,4 bilhões provenientes da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões de recursos públicos.
O plano foi elaborado em atenção ao Decreto nº 12.022/2024, que instituiu o Planejamento Integrado de Transportes (PIT), e contou com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), além do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), da Fundação Dom Cabral, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estados e setor produtivo.
Mapeamento e critérios de investimento
O PNL 2050 mapeou três corredores de manutenção e 31 eixos logísticos que contribuem diretamente para 112 objetivos prioritários de atuação. O documento avalia dimensões do território, particularidades geográficas e ambientais, distâncias percorridas e diferentes tipos de mercadorias transportadas – tanto nos fluxos de exportação quanto de abastecimento.
A partir do plano, as secretarias nacionais de rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e portos estruturarão seus planos setoriais para especificar intervenções em cada modal e subsidiar a elaboração do Plano Plurianual (PPA) da próxima gestão.
Intermodalidade e desenvolvimento regional
Entre as prioridades do plano está o estímulo à intermodalidade e à diversificação da matriz de transportes, com maior integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e aviação.
O documento também identifica novas rotas para o comércio exterior e oportunidades para tornar mais eficiente a distribuição de produtos pelo território nacional, considerando ainda a integração territorial e a acessibilidade da população, especialmente em regiões remotas.
Atualmente, a matriz logística brasileira concentra 54% da movimentação nas rodovias, 27% nas ferrovias, 19% no segmento aquaviário e menos de 1% no aéreo, segundo dados da Infra S.A. A expansão ferroviária – que conta com cerca de 30 mil quilômetros –, o fortalecimento das hidrovias, a ampliação das operações aéreas e a manutenção de trechos terrestres integram a estratégia de desenvolvimento regional prevista no plano.
Clique aqui para ler a íntegra no site do Ministério dos Transportes